
Com mais de 300 dias de sol por ano, Malta se posiciona como um dos destinos mais completos do Mediterrâneo. Em uma semana, é possível percorrer suas principais ilhas, alternando entre cidades históricas, praias de água cristalina e experiências que passam pela gastronomia local, esportes e eventos culturais.
O arquipélago também funciona bem para diferentes estilos de viagem. Quem prefere autonomia pode alugar um carro — lembrando que a direção é na mão inglesa. Já quem opta por transporte público pode investir em um passe semanal de ônibus, que conecta bem os principais pontos das ilhas.
A seguir, um roteiro de sete dias em Malta, pensado para explorar o destino com ritmo, variedade e boas pausas.
Começar por Valletta é entender Malta. A capital, considerada uma das menores da Europa e Patrimônio Mundial da UNESCO, concentra séculos de história em ruas estreitas, mirantes e construções que datam, em grande parte, do século XVI.

Valetta e as Três Cidades marcam o início do roteiro de uma semana por Malta/ Foto: Divulgação
O ideal é caminhar sem roteiro rígido, deixando a cidade se revelar aos poucos. A entrada pela Fonte de Tritão marca o início do percurso, passando pelo Parlamento, uma das raras construções contemporâneas, até chegar aos mirantes Upper e Lower Barrakka, com vista para o Grande Porto.
Entre uma caminhada e outra, vale parar para provar os pastizzi, um dos clássicos da comida de rua local, ou explorar pratos típicos como o fenek (coelho assado), que refletem a forte influência mediterrânea, especialmente italiana.
A poucos minutos de barco, as chamadas Três Cidades, Vittoriosa, Senglea e Cospicua, oferecem um contraponto mais silencioso, com ruas estreitas, arquitetura preservada e um ritmo ainda mais desacelerado.
No segundo dia, o caminho segue para Mdina, a antiga capital da ilha. Saindo de Valletta, o trajeto leva cerca de 25 minutos de carro ou entre 30 e 40 minutos de ônibus, cruzando o interior de Malta e já mudando o ritmo da viagem.

Mdina é conhecida como a cidade mais fotogênica de Malta/ Foto: Divulgação
No topo de uma colina, cercada por muralhas, Mdina guarda uma atmosfera completamente diferente do restante da ilha. Com cerca de 300 habitantes e acesso restrito a pedestres, a antiga capital de Malta ficou conhecida como “Cidade Silenciosa”.
Ruas estreitas, palacetes, igrejas e vistas amplas da ilha que podem ser visitadas por completo em horas, fizeram da região um dos destinos mais fotogênicos de Malta. Não por acaso, o destino também serviu de cenário para produções como Game of Thrones, especialmente no Mdina Gate e nas ruas internas.
Entre uma caminhada e outra, vale entrar em um café ou restaurante e observar o ritmo da cidade, que parece seguir outro tempo.
No terceiro dia, a travessia para Gozo marca uma mudança de paisagem. A cerca de 30 minutos de balsa, a ilha de Gozo concentra algumas das paisagens mais diversas de Malta. Menos movimentada que a ilha principal, é o lugar ideal para quem busca natureza, mar e um ritmo mais tranquilo.

Ilha de Gozo concentra algumas das paisagens mais diversas de Malta/ Foto: Divulgação
Victoria (ou Rabat), a capital, abriga uma cidadela medieval que domina a paisagem. Já os templos de Ġgantija, considerados algumas das estruturas mais antigas do mundo, reforçam o peso histórico da ilha.
Para quem prioriza natureza e mar, alguns pontos se destacam:
É também nessa região que fica o Blue Hole, um dos locais de mergulho mais conhecidos do Mediterrâneo, além de trilhas costeiras e salinas que rendem boas caminhadas.
Entre Malta e Gozo, a pequena ilha de Comino abriga um dos cenários mais emblemáticos do arquipélago: a Lagoa Azul.

Comino é a menor ilha do arquipélago maltês e famosa por sua Lagoa Azul/ Foto: Divulgação
O acesso é feito de barco, com saídas a partir de Cirkewwa ou Marfa, em uma travessia de cerca de 20 a 30 minutos, tempo suficiente para ver o azul do mar mudar de tom antes mesmo de chegar.
A transparência da água impressiona de imediato, mas a fama também atrai. Por isso, vale chegar cedo ou seguir além do ponto mais disputado. A Crystal Lagoon, por exemplo, costuma ser mais tranquila e mantém o mesmo efeito quase irreal do mar.
Mas Comino não se resume à água. A ilha também se percorre a pé, em trilhas que levam a mirantes e formações naturais como a Lagoa de Coral, um dos melhores pontos para acompanhar o pôr do sol.
Com estrutura mínima, sendo alguns food trucks próximos ao desembarque, Comino preserva uma sensação rara de simplicidade, como se ainda escapasse, em parte, do ritmo mais acelerado do Mediterrâneo.
Alguns dos deslocamentos mais interessantes de Malta acontecem sem pressa, no fim do dia. A Popeye Village, no norte da ilha, fica a cerca de 40 minutos de carro de Valletta, em um trajeto que já revela mudanças na paisagem.

Vila do Popeye oferece diversas atividades interativas numa ambientação com cenários do filme homônimo/ Foto: Divulgação
Dali, seguir até Golden Bay leva poucos minutos. A praia é um dos melhores pontos para assistir ao pôr do sol, com falésias e uma faixa ampla de areia que se estende diante do mar.
No sul da ilha, os trajetos continuam curtos e conectados. A Gruta Azul fica a cerca de 20 minutos de carro de Valletta e pode ser vista de cima ou acessada por barco, preferencialmente pela manhã.
A poucos minutos dali, o complexo de Hagar Qim, Patrimônio Mundial da UNESCO, reúne templos que datam de milhares de anos antes de Cristo. Seguindo pela estrada por cerca de 15 minutos, os penhascos de Dingli aparecem como uma faixa contínua de rochas com vista para o mar, um dos pontos mais tranquilos para encerrar o dia.
Para o último dia, o sul da ilha reserva um ritmo mais desacelerado. Marsaxlokk fica a cerca de 25 minutos de Valletta e é conhecida por seus barcos coloridos e atmosfera de vila de pescadores.

Marsaxlokk, vila de pescadores com seus típicos barcos coloridos/ Foto: Divulgação
A poucos minutos dali, St. Peter’s Pool surge como uma piscina natural de águas claras, acessível por um curto trajeto de carro. É o tipo de lugar que convida a parar sem pressa antes de encerrar a viagem.