
Terrines, rillettes, pâtés e saucisses. Você já ouviu falar? Todos estes produtos fazem parte da charcutaria francesa, que é diferente dos embutidos que estamos mais acostumados no Brasil, como o jamón espanhol, a mortadella italiana ou a alheira portuguesa.
A charcuterie francesa se baseia em tradições centenárias, com preparos com a carne cozida (diferente de métodos de cura de outros países) e texturas mais cremosas e amanteigadas. O porco, o pato e o coelho são algumas das carnes principais utilizadas nas terrines e nos patês. É um savoir-faire que valoriza a estética, assim como na confeitaria, e ervas como o alecrim e o tomilho.

Nicolas e Gilles Verot
A novidade é que a Maison Verot Paris, empresa familiar que produz embutidos há quase 100 anos, chegou em São Paulo com receitas adaptadas ao nosso paladar. Gilles Verot e seu filho, Nicolas, apresentaram alguns dos principais produtos, como o Pâté en croûte de pato com manga, uma mistura agridoce que brinca com diferentes texturas.
Depois de provar o presunto de pirarucu e outros embutidos de peixe criados pelo Chef William Ymamura, chegou a vez de provar as novidades que acabaram de chegar da França. Confira:
Patrimônio da charcuterie, o pâté en croûte consiste em uma terrine de carnes e vegetais envolta em massa amanteigada. O conjunto é então assado em temperatura controlada para se obter uma crosta firme e dourada, preservando a suculência do interior.
O processo de resfriamento também é crucial para que o pâté em croûte possa ser fracionado em fatias que devem ser degustadas em temperatura ambiente, preferencialmente com mostarda Dijon e cornichons (pepininhos em conserva).
Neste início de operação, a Maison Verot Brasil oferece duas versões desta especialidade. O pâté en croûte de Houdan (R$ 59, 120 gramas)*, com recheio de carnes suína e de frango, além de pistache, é absolutamente clássico; a criatividade se manifesta na receita com pato e manga desidratada (R$ 69, 120 gramas), resultado do encontro da tradição Verot com os ingredientes dos trópicos.

Sob a supervisão da família Verot, o jovem chef Raphaël Briand executa criações com ingredientes tropicais ou inspiradas em pratos representativos da nossa culinária.
Nas rillettes (R$ 79, 170 gramas) – conservas de carne desfiada – a Maison Verot fez releituras da moqueca de peixe, da feijoada e da rabada.

As saucisses (R$ 139, 480 gramas) – embutidos de carne suína – ganham ares brasileiros com azeite de dendê (remetendo aos sabores baianos) e goiabada (uma homenagem a Minas Gerais).
No catálogo da Maison Verot, é claro, não faltam os produtos que mais fazem sucesso na loja de Paris. É o caso, por exemplo, do pâté grand-mére, de fígado de frango, porco e vinho tinto, e da terrine de pot-au-feu, feita de carne bovina, cenoura, alho-poró e mostarda. Ambos são vendidos a R$ 49 na porção de 120 gramas.