
São seis da manhã no Rio de Janeiro e, enquanto a cidade desperta, as alunas do professor Ariel já estão no mar.
Este movimento observado na Barra da Tijuca é liderado por mulheres que apostam na prancha antes de iniciar o expediente de trabalho. Médicas, executivas e profissionais liberais estão começando o dia em busca de foco, energia e equilíbrio emocional para encarar a rotina acelerada.
O fenômeno tem sido observado por Ariel Gioranelli, fundador da Escola de Surf Ariel Gioranelli, que acompanha de perto essa transformação no perfil dos alunos. Segundo ele, o aumento da presença feminina nas aulas reflete uma mudança de percepção sobre o esporte e seu papel no bem-estar.
“Nos últimos meses vimos crescer muito o número de mulheres que chegam cedo para surfar antes de ir trabalhar. Muitas relatam que o mar virou um momento de reset mental. O surfe exige presença, conexão com a natureza e respeito ao tempo das ondas, e isso acaba trazendo um equilíbrio muito importante para quem vive rotinas intensas”, explica Ariel.

Aluna da Escola de Surf Ariel Gioranelli
Entre as alunas estão profissionais da área da saúde que encontram no esporte uma forma de lidar com jornadas exigentes. A gestora hospitalar Carolina Valpaços conta que as aulas mudaram completamente sua relação com o início do dia. “Sou gestora hospitalar e encaro diariamente uma rotina desafiante. Mas quando surfo, ao final de cada aula, mesmo acordando mais cedo e mudando o trajeto da manhã, faz toda a diferença. Me sinto acolhida pelo espaço, segura para trocar opiniões e tirar dúvidas. Mulheres normalmente têm dupla jornada, e ter esse momento nosso é incrível”, relata.
Outra aluna, a médica Laura, de 33 anos, reforça como o surfe pode se tornar uma ferramenta de reconexão pessoal. “Mais do que pegar onda, a gente aprende a respirar, aprende a respeitar as pausas e o tempo da natureza”, conta. “Ali no meio das ondas, observando a vida marinha despertar, encontro algo terapêutico que me energiza para o resto da semana.”

Para muitas dessas mulheres, o esporte rapidamente se transforma em parte essencial da rotina. “Fui picada pelo mosquitinho do surf. Não tem mais um momento em que eu passe perto da praia sem olhar para as ondas”, diz Laura.
O aumento da presença feminina nas aulas também reflete uma mudança cultural no próprio universo do surfe, tradicionalmente associado ao público masculino. Hoje, cada vez mais mulheres encontram no esporte um espaço de bem-estar, desenvolvimento pessoal e conexão com a natureza.
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