7 experiências com maus tratos contra animais para evitar na sua viagem

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7 experiências com maus tratos contra animais para evitar na sua viagem

Tempo de leitura: 4 minutos
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Nos bastidores de experiências incríveis com vida selvagem, maus tratos contra animais acontecem. Conheça os mais famosos para poder evitar em qualquer viagem.

Quando estamos frente a frente com um animal selvagem, a perfeição da natureza salta aos olhos. Os zoológicos só conseguem reproduzir tal experiência às custas de maus tratos físicos e psicológicos. 

Conhecer floras e faunas diferentes faz parte de viajar, mas com a interação forçada, os animais perdem seus instintos e se tornam vulneráveis.

Como identificar se a experiência conta com maus tratos

É muito importante pesquisar sobre qualquer experiência que envolva animais. Observá-los a distância em um safári ou ter a sorte de uma aproximação em um Parque Nacional pode ser positivo. Estes animais não tiveram suas liberdades prejudicadas.

Para descobrir se a experiência conta com maus tratos contra animais, pergunte se os animais possuem:

  • Liberdade de fome e sede: Este animal tem comida e água?
  • Liberdade de desconforto: Existem áreas de descanso e abrigo para os animais?
  • Liberdade de dor, lesão ou doença: Estes animais passam por maus-tratos e sofrimentos?
  • Liberdade para expressar comportamento normal:‘Comportamento natural’ ou crueldade?
  • Liberdade de medo e aflição: Eu vou perceber quando o animal está em situação de estresse?

As 7 experiências que nenhum viajante precisa

Conhecer ecossistemas diferentes, paisagens e animais faz parte de viajar. Porém, maus tratos físicos e psicológicos que os animais em cativeiro sofrem não entram no pacote.

Confira agora 7 experiências que perturbam a vida animal, a natureza e fazem espécies desaparecerem. Evite em sua próxima aventura pelo Brasil ou pelo mundo.

1. Andar de elefante

Por mais majestosos que sejam, os elefantes não são como cavalos, são selvagens e não servem para serem montados. Infelizmente, alguns países do sudeste asiático e no sul da África oferecem, até hoje, passeios e performances com elefantes. Na Tailândia, os elefantes filhotes passam por um treinamento chamado Phajaan, que significa, quebrar o espírito.

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2. Assistir a um show de orcas

O documentário Blackfish (2013) conta a história de Tilikum desde sua captura até sua vida de cativeiro no Seaworld. As orcas são capturadas e confinadas em tanques, onde só podem nadar em círculos.  Suas nadadeiras dorsais tombam para o lado, elas quebram seus dentes e sofrem queimaduras solares por estarem presas.

3. Ir a uma tourada

A tourada é um evento um pouco mais polêmico, pois além de entreter, é uma manifestação cultural. Porém, até mesmo o próprio governo da Espanha tem regulamentado e restringido a violência no evento. Não existem mais touradas na região da Catalunha e a maioria dos jovens do país rejeita o evento.

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4. Tirar uma foto com um tigre

Quantos vale uma foto com um tigre ou leão? Provavelmente a vida dele. Animais em zoológicos da Tailândia, Austrália, Estados Unidos, México e Argentina são dopados para o contato com turistas. O Zoológico de Luján, a poucos quilômetros de Buenos Aires, oferece a oportunidade de uma selfie entre turistas ensandecidos e grandes felinos sonolentos. Um verdadeiro show de horrores.

5. Nadar com golfinhos

Os golfinhos tem seu mar infinito limitado por redes e sofrem com o sol. Cancún, no México, é um dos destinos preferidos para visitar os golfinhos nos parques e tirar a tradicional foto do beijinho. Um carinho que diminui arrasadoramente sua expectativa de vida. O cloro da piscina e as bordas lisas, tão diferentes do assoalho marinho, prejudica a ecolocalização destes animais.

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6. Dançar com macacos

Mais comum no continente asiático, principalmente na Indonésia, macacos filhotes são adestrados para nosso divertimento. Dançam, andam de bicicleta, tocam guitarra entre outras gracinhas humanas. Andam em coleiras e são obrigados a ficar em duas patas em troca de moedas dos viajantes.

7. Entrar em viveiros de aves

O Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, restaurou 16 hectares de mata atlântica e mais da metade dos pássaros foram resgatados do tráfico. Porém, eu estive lá. Entrei nos viveiros e vi, dezenas de araras gritando estressadas enquanto os visitantes as perseguiam para uma foto. Voavam de um lado para o outro. Em um comparativo com outros viveiros, aceito o argumento: “as jaulas são maiores”. Mas não deveríamos comparar com o céu?

O que fazer quando encontrar uma experiência de maus tratos contra animais?

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Escrevi esse texto a partir de uma experiência que envolvia maus tratos contra animais em Foz do Iguaçu. Estava tomada por um misto de revolta e tristeza. Além do Parque das Aves, visitei o Parque Zoológico Bosque Guarani, logo em frente ao terminal de ônibus da cidade. Me assustei desde a entrada, quando uma catraca sem vigilância separava animais selvagens como onças, araras e macacos de uma avenida movimentada.

A entrada é gratuita, livre. Já as jaulas estão caindo aos pedaços e os animais confinados.
Em menos de vinte minutos no Parque presenciei duas crianças, ao lado do pai, jogando pedaços de madeira em uma jaguatirica que tinha o rabo entre as pernas. Saí de lá com a imagem dos olhos vidrados de uma onça majestosa em uma jaula minúscula na cabeça.

 

 

Raquel Cintra Pryzant
Raquel Cintra Pryzant
Raquel Cintra Pryzant, 23, é jornalista e vive em São Paulo entre suas viagens pelo mundo. Ela é autora do projeto Sola no Mundo, viagens por histórias e culturas onde compartilha entrevistas e reportagens de suas viagens. Além de produzir artigos para Worldpackers, a Raquel é colunista da Hostelworld e trabalha como Nômade Digital.

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