

A novidade que pauta o verão europeu não está em abrir algo novo, mas em revisitar o que nunca deixou de ser relevante. O Épi Plage, recém-integrado ao portfólio da DOM Co., retorna ao centro da conversa com uma proposta que parece cada vez mais rara: o luxo da liberdade.
Fundado em 1959 por Jean Castel, figura central da vida noturna parisiense, o Épi nasceu quando Saint-Tropez ainda era uma vila de pescadores pouco explorada. A propriedade antecipou o magnetismo do destino e, ao longo dos anos 1960, tornou-se refúgio de uma geração que moldou o imaginário da Riviera. Por ali passaram nomes como Brigitte Bardot, Audrey Hepburn, Alain Delon, Serge Gainsbourg e Françoise Sagan, todos atraídos pela mesma promessa: anonimato, sol e a elegância que não precisa de alarde.

Foto: Divulgação
A essência do Épi permanece praticamente intacta. O hotel construiu sua identidade em torno de uma hospitalidade informal e silenciosa, onde o serviço é altamente personalizado, mas nunca intrusivo. A proposta é simples na teoria e sofisticada na prática: criar um ambiente onde o tempo desacelera e o hóspede se reconecta com o próprio ritmo.

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Com apenas nove bangalôs à beira-mar e uma vila privativa, a escala reduzida garante privacidade absoluta.
Os bangalôs, completamente renovados, seguem uma estética de materiais naturais, texturas amadeiradas e tons claros, com terraços individuais e duchas ao ar livre que reforçam a sensação de casa de veraneio, aquela que parece sempre ter existido.
Já a vila, inserida em dois hectares de pinheiros, funciona como um refúgio à parte: cinco quartos, equipe de butler dedicada, heliponto e até uma pequena fazenda para crianças, desenhando um cenário de isolamento confortável a poucos passos do mar.

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Apesar do ritmo desacelerado, o Épi oferece uma infraestrutura que acompanha diferentes formas de viver o destino.

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Duas piscinas de 21 metros, incluindo a icônica piscina de mosaico azul, cenário do cinema francês, quadras de tênis em saibro sintético, academia indoor e outdoor com equipamentos Technogym e uma estrutura completa de esportes aquáticos, como paddle, seabob e jet ski, compõem a experiência.
A poucos minutos, o Golf Club de Saint-Tropez amplia o repertório com um campo de 18 buracos desenhado por Gary Player, enquanto trilhas costeiras e bicicletas elétricas permitem explorar a região em um ritmo mais contemplativo.

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No eixo de bem-estar, o spa com tratamentos Biologique Recherche, a plataforma de yoga com vista para o mar e sessões com personal trainers ou instrutores privados reforçam a ideia de um refúgio que trabalha corpo e mente na mesma medida.

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A experiência gastronômica acompanha o mesmo princípio: leve, sensorial e conectada ao território. Ingredientes mediterrâneos, frutos do mar frescos e produtos orgânicos guiam menus que transitam entre cafés da manhã despretensiosos e jantares ao pôr do sol.

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Mas na programação, o Épi atualiza sua narrativa. Para a temporada 2026, duas experiências estruturam o calendário: o barbecue de sexta-feira, com música ao vivo em clima de jazz e bossa nova, e os domingos de DJ set com os pés na areia, abertos também a visitantes externos. Um movimento que resgata o espírito social e artístico dos anos 1960, mas sem perder a discrição que sempre definiu o endereço.

Épi Plage, novo hotel da DOM Co., propõe um luxo discreto e elegante/ Foto: Divulgação
A reabertura da temporada está prevista para 14 de maio de 2026, reforçando o papel do Épi como uma alternativa ao Saint-Tropez mais óbvio. Aqui, como se deve ser, o luxo não está na ostentação, mas na ausência dela.
Entre o mar de Pampelonne e a vegetação preservada, o hotel segue operando como sempre fez: um espaço onde o essencial basta, e onde a Riviera volta a ser o que um dia foi, antes do excesso e do ruído.