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Ilhéus, filme brasileiro em Cannes: do Guarujá ao Marché du Film

Tempo de leitura: 2 minutos
Na foto, a protagonista aparece em cena

Luana, a protagonista, estuda arqueologia em São Paulo. /Foto: Divulgação

Ilhéus, de Manu Sobral, é o mais recente filme brasileiro em Cannes, no Marché du Film, o mercado oficial do festival. O longa-metragem independente, será exibido no dia 18 de maio, no Palais J, durante a edição de 2026 do festival, realizado entre 13 e 23 do mesmo mês.

A obra de terror psicológico vai estar no coração do mercado, aonde o cinema vira negócio. Significa contratos de distribuição, parcerias internacionais e posicionamento de catálogo para os próximos anos.

Poster de Ilhéus

Poster oficial de Ilhéus, dirigido por Manu Sobral. / Foto: Divulgação

O filme: arqueologia, entidades e terror que começa como ciência

Ilhéus acompanha Luana, estudante de arqueologia de São Paulo que chega a uma ilha remota para investigar vestígios de rituais fúnebres realizados há cerca de 1.500 anos por uma civilização desaparecida. O que começa como pesquisa de campo atravessa florestas densas e praias selvagens e vai se transformando em algo que escapa ao método científico.

A narrativa constrói tensão crescente entre o racional e o perturbador, com atmosfera psicodélica e terror psicológico como linguagem. Não é um horror de susto, é de uma memória que não quer ser desenterrada.

O projeto nasceu de um curta-metragem que circulou por festivais internacionais e conquistou o Fantastic Premio Award no Yubari International Fantastic Film Festival, no Japão.

Prainha Branca, no Guarujá, como protagonista 

No filme dois personagens caminham pela praia do Guarujá.

Gravação aconteceu na Prainha Branca, no Guarujá. / Foto: Divulgação

Rodado majoritariamente na Prainha Branca, no Guarujá, litoral sul de São Paulo, Ilhéus transforma a geografia local em elemento narrativo. As praias e mata não são apenas cenário, são parte do argumento. É raro que um filme deste gênero, brasileiro, use o território com esse grau de intenção.

A produção também teve impacto direto na comunidade, movimentou o comércio e a rede hoteleira local, com prioridade para a contratação de profissionais da região, tanto na equipe técnica quanto no elenco.

Produção de Ilhéus: o que representa um filme brasileiro no Marché du Film

Ilhéus é produzido pelo Estúdio Zarvos e coproduzido pela RZP Filmes, nomes com trajetória sólida no cinema brasileiro independente. Manu Sobral vai estar presencialmente em Cannes para rodas de conversa com profissionais do setor, o tipo de agenda que, no festival, pode definir a vida de um filme nos próximos três anos. A presença de um filme brasileiro no Marché du Film ainda é rara no segmento de gênero e por isso, mais estratégica quando acontece.

Acompanhe pelo Instagram: @ilheusofilme

Luisa Knorst Deotti
Luisa Knorst Deotti
Estudante de Jornalismo, Luísa Knorst Deotti atua como estagiária no Sola no Mundo, produzindo conteúdos sobre hotéis de luxo, destinos nacionais e internacionais, unindo olhar apurado e inspiração para quem ama viajar.