
Taiwan talvez ainda não esteja no topo da lista de destinos dos brasileiros. Mas motivos para colocá-la por lá não faltam. Em uma ilha menor que o estado do Rio de Janeiro, cabe uma combinação de arranha-céus, templos, mercados noturnos, plantações de chá, lagos entre montanhas e tradições que atravessaram diferentes períodos de sua história.
Localizada no leste da Ásia, Taiwan tem pouco mais de 23 milhões de habitantes e uma trajetória marcada por povos indígenas austronésios, imigração chinesa e cinquenta anos de administração japonesa. Essas influências permanecem nos idiomas, na arquitetura, na gastronomia e nos costumes locais.
A capital, Taipei, costuma ser o ponto de partida, mas ficar apenas por lá significa conhecer só uma parte da ilha. Algumas das experiências deste roteiro levam a condados como Miaoli e Nantou e, durante esses deslocamentos, ter acesso à internet facilita bastante a vida: dos mapas e horários de transporte às reservas e traduções.
Uma opção é instalar um eSIM da Airalo antes mesmo do embarque. A plataforma oferece planos para Taiwan e mais de 200 destinos, com acesso à internet no celular sem a necessidade de comprar ou trocar o chip físico após o desembarque.
Com a conexão resolvida, é hora de descobrir 10 experiências para incluir em uma viagem a Taiwan.

Vista de Taipei a partir do observatório do 89º andar/ Foto: Divulgação
Com 101 andares, o Taipei 101 foi o edifício mais alto do mundo de 2004 a 2010, quando perdeu o título para o Burj Khalifa, em Dubai, que permanece na primeira posição com 828 metros. Com 508 metros, o prédio taiwanês foi o primeiro arranha-céu a ultrapassar a marca de meio quilômetro.
O observatório do 89º andar fica a 382 metros e permite observar a organização da capital e as montanhas ao redor da bacia de Taipei. No mesmo pavimento está o amortecedor de massa de 660 toneladas, criado para reduzir os movimentos do prédio durante terremotos e ventos fortes. Assinado pelo arquiteto C.Y. Lee, o projeto organiza a torre em módulos de oito andares e faz referência à forma do bambu.

Experiência com qipao e chá preto em Taiwan/ Foto: Raquel Pryzant
Em Taipei, alguns ateliês alugam o qipao, vestido de origem chinesa, e também cuidam do penteado e dos acessórios. Muitas dessas atividades acontecem em Dadaocheng, antigo distrito comercial conhecido pelas lojas de tecidos, produtos secos e chá. Depois das fotos em ruas como a Dihua Street, o programa pode continuar em uma casa de chá, onde a escolha das folhas, a temperatura da água e o serviço fazem parte do preparo.

Aula de preparo de bubble tea na CookInn Taiwan/ Foto: Raquel Pryzant
O bubble tea, também chamado de boba tea, surgiu em Taiwan durante a década de 1980. Nas aulas de culinária, os participantes aprendem a cozinhar as pérolas de tapioca, preparar o chá e definir as proporções de leite, gelo e açúcar. Cada pessoa monta a própria bebida e acompanha todas as etapas da receita.

Fachada do Grand Hotel Taipei/ Foto: Divulgação
Inaugurado em 1952, o Grand Hotel Taipei ocupa um edifício de 14 pavimentos inspirado em palácios chineses. Colunas vermelhas, telhados dourados e ornamentos com dragões e fênix aparecem nos quartos e nas áreas comuns. No lobby, o teto reproduz uma flor de ameixeira cercada por símbolos associados à prosperidade. Instalado na região de Yuanshan, o hotel tem vista para o rio Keelung e também conserva dois túneis construídos como saídas de emergência durante uma reforma.
Em Sanyi, no condado de Miaoli, ateliês mantêm técnicas de tingimento com índigo ligadas à cultura hakka. A produção desse pigmento perdeu espaço com a chegada dos corantes industriais, mas voltou a ser trabalhada por artesãos e propriedades rurais da região. Durante a oficina, o tecido é dobrado, amarrado e mergulhado repetidas vezes na tintura natural. Cada tipo de dobra forma um desenho diferente, que só aparece por completo quando a peça é aberta.

Templo Longshan em Taipei
O Templo Longshan recebe moradores e visitantes que deixam oferendas e fazem pedidos diante de diferentes divindades. Entre elas está Yue Lao, associado ao amor e ao casamento. A tradição envolve o fio vermelho da sorte, usado como símbolo da ligação entre duas pessoas. Depois do ritual, muitos aproveitam para registrar uma foto com a imagem do chamado deus do amor.

Entrada do Museu do Palácio Nacional, em Taipei.
O Museu do Palácio Nacional conserva mais de 10 mil peças de jade. Uma das mais conhecidas é a Couve de Jadeíta, esculpida em uma única pedra. O artesão aproveitou as partes verdes para formar as folhas, utilizou o branco no caule e incorporou as fissuras naturais às nervuras da planta. Dois pequenos insetos também aparecem na obra.
Em outro ponto de Taipei, o parque do Memorial Chiang Kai-shek ocupa 25 hectares e reúne a Praça da Liberdade, jardins, o Teatro Nacional e a Sala Nacional de Concertos.

Memorial Chiang Kai-shek, em Taipei.
O município de Yuchi, no condado de Nantou, tornou-se uma das principais regiões produtoras de chá preto de Taiwan. As primeiras mudas de Assam chegaram na década de 1920, quando o clima local foi considerado adequado para esse cultivo. Hoje, propriedades da região trabalham variedades como a Ruby 18, desenvolvida em Taiwan. Algumas recebem visitantes para caminhadas pelas plantações, explicações sobre colheita e processamento, degustações e oficinas de criação de blends.

Gisele Abrahão, Raquel Pryzant, Andrea Miramontes e Cecília Padilha no Sun Moon Lake/ Foto: Acervo pessoal Raquel Pryzant
O Sun Moon Lake fica no condado de Nantou e concentra atividades na água e nas margens. Os passeios de SUP costumam ocorrer no início da manhã, quando há menos embarcações circulando. De bicicleta, o trecho entre o píer de Shuishe e o Centro de Visitantes de Xiangshan passa por mirantes e por uma passarela construída sobre o lago. No centro está a ilha de Lalu, considerada território ancestral pelo povo indígena Thao.

Entrada do Raohe Street Night Market, em Taipei.
Os mercados noturnos fazem parte da rotina de Taiwan e concentram barracas de comida, bebidas, roupas e jogos. Em Taipei, Shilin e Raohe estão entre os endereços mais conhecidos. O segundo ocupa uma rua de cerca de 600 metros e começa próximo ao Templo Ciyou. Omelete de ostras, gua bao, frango frito, tofu fermentado e bolinhos de batata-doce aparecem nos cardápios. Muitas barracas trabalham com dinheiro, por isso é bom levar notas de menor valor.
Como parte do roteiro acontece fora da capital, é importante confirmar os horários dos trens e as reservas antes de cada deslocamento. Com o eSIM da Airalo configurado, mapas, contatos e informações permanecem acessíveis durante a viagem.