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Tudo o que você precisa saber antes de ir a Rapa Nui

Tempo de leitura: 3 minutos

O termo do idioma local mo´ai, significa "estátua" ou "figura humana". / Foto: Unsplash

No meio no Pacífico, a mais de 3.500 km do continente chileno, quase 6 horas de voo de Santiago, fica localizada a ilha de Rapa Nui, nome correto para o que o mundo conhece como Ilha de Páscoa. Ela não está no caminho de nada, mas chegar até lá é uma escolha certeira.

O nome Ilha de Páscoa foi dado pelo explorador neerlandês Jacob Roggeveen, que chegou à ilha em 1722, num domingo de Páscoa. Mas o nome real, representa os habitantes de Rapa Nui, que em idioma ancestral significa Ilha Grande. Autoridades e comunidade originária têm incentivado cada vez mais o uso do nome nativo.

O que a arqueologia revela sobre os moais em Rapa Nui

Na foto, os detahes dos moais.

Com feições marcantes, as estátuas possuem narizes longos, queixos proeminentes, sobrancelhas grossas e orelhas alongadas/ Foto: Unsplash.

Sim, os moais são reais, imponentes e até perturbadores de perto. Espalhados por toda a ilha, aproximadamente 900 estátuas remontam à cultura pré-histórica da ilha. A principal pedreira era o vulcão Rano Raraku, onde os moais eram talhados em tufo vulcânico (tipo de rocha), com ferramentas de basalto chamadas toki.

Pesquisas arqueológicas recentes confirmaram intensa atividade humana entre 1455 e 1645 d.C. A construção das estátuas se deve ao povo polinésio Rapa Nui, que as posicionavam sobre plataformas chamadas ahu, voltadas para o interior da ilha simbolizando proteção aos vivos. Com os conflitos internos no século XVIII, muitas foram derrubadas em um gesto de ruptura simbólica, sendo restauradas séculos depois.

Os moais também variam em tamanho e estilo: alguns inclusive recebiam os punkao, adornos de escória vermelha que representavam os cabelos dos ancestrais.

Rano Kau é um vulcão inativo e uma das atrações naturais mais impressionantes da Ilha de Páscoa

Rano Kau é um vulcão inativo e uma das atrações naturais mais impressionantes da Ilha de Páscoa/ Foto: Unsplash

Entre os pontos que a curadoria da SOLA destaca:

  1. Ahu Tongariki: a plataforma com 15 moai restaurados, a mais fotografada da ilha, especialmente ao amanhecer;
  2. Rano Raraku: a “fábrica” dos moai,s onde centenas de estátuas foram esculpidas e algumas permanecem inacabadas nas encostas do vulcão;
  3. Orongo: o vilarejo cerimonial na borda do vulcão Rano Kau, ligado ao culto do Homem-Pássaro (que representa a renovação da vida, fertilidade e união entre o divino);
  4. Praia de Anakena: a única praia de areia branca da ilha, com palmeiras e mais moais ao fundo;
  5. Parque Nacional Rapa Nui: Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, cobre grande parte da ilha e reúne a maioria dos sítios arqueológicos.

Como chegar e melhor época para visitar

Tapati é um ritual tradicional em Rapa Nui/ Foto: Sernatur

O acesso é exclusivamente aéreo. Voos regulares saem de Santiago, com cerca de 6 horas de duração. Não há conexão marítima de passageiros. Para aproveitar bem o ideal são cinco a sete dias em Rapa Nui.

A ilha tem clima subtropical e pode ser visitada o ano todo, mas há diferenças que vale a pena considerar:

De janeiro a fevereiro é alta temporada, e também quando acontece o Tapati Rapa Nui, festival cultural mais importante da ilha, com competições, danças e rituais tradicionais. Sendo assim, esse é um ótimo período para visita mas exige planejamento com antecedência. Já de março a maio e de outubro a dezembro, o clima é agradável, o movimento menor e preços melhores. Entre junho a agosto, as temperaturas são mais amenas, variando entre 15°C e 20°C, e o fluxo turístico reduzido, sendo ótimo para quem quer tranquilidade na viagem.

O que saber antes de chegar em Rapa Nui

Orongo é uma importante aldeia cerimonial/ Foto: Rapa Nui Isla de Pascua

A entrada no Parque Nacional Rapa Nui é paga e obrigatória para acessar a maioria das atrações. Lembre-se de comprar com antecedência de forma online. Além disso, antes de embarcar, é necessário preencher o Formulário Único de Ingresso (FUI). Também é indicado reservar hospedagem registrada no Sernatur, órgão oficial de turismo no Chile.

Muito importante saber sobre a orientação de não tocar nos moais e não acessar áreas restritas, pois além de ilegal, é desrespeitoso com a cultura local. E por fim, existem dois bancos na ilha para saques, sendo assim, é importante levar dinheiro em espécie, especialmente na chegada, mesmo cartão sendo aceito na maioria dos estabelecimentos.

Luisa Knorst Deotti
Luisa Knorst Deotti
Estudante de Jornalismo, Luísa Knorst Deotti atua como estagiária no Sola no Mundo, produzindo conteúdos sobre hotéis de luxo, destinos nacionais e internacionais, unindo olhar apurado e inspiração para quem ama viajar.