Will Smith e o medo de viajar sozinho

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Will Smith e o medo de viajar sozinho

Tempo de leitura: 2 minutos

Viajar sozinho, é, sem dúvida, um ato de coragem. Não é fácil sair da sua zona de conforto. Mas dá pra ir com medo mesmo. O que Will Smith ensina sobre saltar de paraquedas é a resposta universal para seu medo de viajar sozinho, confira.

Will aceitou o convite de seu amigo para saltar de paraquedas, mas passou a noite toda em claro por isso.

O momento chegou, ele subiu no avião e permaneceu aterrorizado até a contagem regressiva.

Um segundo de queda foi o bastante para perceber que aquela era a experiência mais feliz da sua vida.

No ponto máximo de perigo, seu medo era zero. Aquela ansiedade não tinha razão de ter existido.

“Deus coloca as melhores coisas da vida do outro lado do medo”, Will Smith.

Ele já foi conselheiro amoroso, detetive, cientista e príncipe de Bel-Air. Não sei vocês, mas eu escuto o cara.

Das vantagens de viajar sozinho

  • Agir no seu tempo: Você monta seu roteiro e o realiza em um ritmo natural e saudável para você.
  • Aprender melhor a língua: Não deixe para perceber na volta que passou a viagem toda falando em português com seu amigo.
  • Fazer mais amigos: Vai demandar um pouco de esforço, mas essa atitude pode render um lugar pra ficar em sua próxima viagem.
  • Nada te impede: Se você depender de alguém para viajar, vai sempre precisar conciliar suas férias, suas expectativas e seu orçamento.
  • Estar sempre bem acompanhado: Seu melhor amigo pode não ser um bom companheiro de viagem e tudo bem.

Me dê motivos...

Autoconhecimento é o primeiro. Viajar sozinho é uma oportunidade de viver situações novas e aprender com suas atitudes perante elas.

Estar onde ninguém te conhece é um convite para se reinventar.

Dos viajantes solo que conheci, mais da metade resolveu cair na estrada sozinho por motivos externos, normalmente negativos. Ser demitido, estar insatisfeito com sua vida e o clássico pé na bunda.

Essa mesma proporção conta que foi a melhor coisa que já fizeram.

Você não precisa esperar que algo ruim ou drástico aconteça em sua vida para acordar para ela.

Inspiração, o melhor remédio

Não existe nada que me inspire mais do que uma história bem contada.

O viajante Stefano Giorgi foi de Roma até Jerusalém pegando carona em busca de autoconhecimento e acabou escrevendo um livro. Não queria conhecer o mundo, mas sim encontrar seu lugar nele.

“Naquele ponto eu tinha uma página em branco na minha frente, apenas com ideias de como começar minha história. E páginas em branco dão medo.” escreveu Stefano, que agora chama seu medo de viajar sozinho de frio na barriga.

Stefano escreveu sobre sua jornada sem floreios, e que jornada. Pulou de dois trens, foi preso, viajou em uma barca de refugiados, lutou Jiu Jitsu contra sete caras para poder ser professor, levou uma facada e trabalhou em uma boate de strip.

Raquel Cintra Pryzant
Raquel Cintra Pryzant
Raquel Cintra Pryzant, 23, é jornalista e vive em São Paulo entre suas viagens pelo mundo. Ela é autora do projeto Sola no Mundo, viagens por histórias e culturas onde compartilha entrevistas e reportagens de suas viagens. Além de produzir artigos para Worldpackers, a Raquel é colunista da Hostelworld e trabalha como Nômade Digital.

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